Starbucks - A origem
Quem estuda ou trabalha sabe o que um bom café pode fazer por nós. Com aquele cheirinho que já nos deixa mais animados, uma xícara de café é algo sagrado na manhã de muitas pessoas.
Pensando globalmente, pode-se lembrar de uma empresa que aliou a experiência de um lugar confortável, onde se pode ter uma conversa entre amigos ou uma parada depois do trabalho com um café de qualidade. Estou falando da famosa Starbucks Coffee Company, a maior rede de cafeterias do mundo, que hoje conta com mais de 17.000 lojas em mais de 60 países.
Hoje vou expor apenas uma parte desta interessante história de sucesso, inaugurando meus posts semanais do Business mundo afora. Muitas coisas me chamaram a atenção, entre elas, como a Starbucks chegou ao lay-out de café-bar de hoje, que foi e é tão bem visto em diferentes culturas e influencia o estilo de tantos outros negócios.
Inicialmente, os fundadores escolheram o nome Starbucks inspirados pelo personagem "Starbuck", um homem do mar e amante de café presente no romance americano Moby Dick (mais um livro pra minha lista de desejos). Assim como o logo, é relacionado ao alto-mar e suas aventuras. O logo original apresentava uma sereia de duas caudas com os seios descobertos, que com o tempo foi mudando e hoje mostra apenas as pontas das caudas (fig. abaixo).![]() |
| Evolução do logo |
A história da Starbucks começou quando três acadêmicos, o professor de inglês Jerry Baldwin, o professor de história Zev Siegl o escritor Gordon Bowker decidiram transformar a paixão por cafés finos e chás exóticos em negócio, abrindo a primeira loja em Seattle, EUA, em 1971. Até então, o objetivo era vender cafés e chás importados e da mais alta qualidade. No primeiro ano eles adiquiriram conhecimentos sobre diferentes torrefações com um amigo especialista, até que abriram o próprio local para torrar grãos.
O negócio ia muito bem, mas a pessoa que traria a visão de expansão só viria em 1982, quando Howard Schultz entrou para o time como responsável pelo marketing da empresa. Não foi fácil para ele ser aceito como parte da direção e, depois de muitas idas e vindas, ele conquistou o respeito e foi aceito pelos fundadores. Howard percebeu que a experiência do cliente dentro da loja poderia ser melhorada, pois muitos não tinham qualquer conhecimento sobre cafés finos e os diferentes tipos de torrefação. Sendo assim, desenvolveu materiais informativos para facilitar este processo, treinou os funcionários para assegurar um atendimento agradável e conversava com os clientes para saber suas opiniões.
Em 1983, em uma viagem para Milão na Itália, Schultz se viu encantado e surpreendido pelo ambiente dos cafés italianos, um misto de confortável e familiar, onde os clientes eram saudados pelo nome, os baristas mantinham conversas alegres entre cada copo servido. Shultz, então, decidiu que queria recriar este clima de café-bar italiano, e seria este o grande diferencial Starbucks.
Na sua volta a Seattle, ele explicou suas idéias para os donos e mostrou as grandes possibilidades de sucesso. Porém o trio inicial não estava aberto a mudanças tão grandes e mesmo depois de ver uma loja experimental cheia de clientes e vendas, não aceitou mudar o lay-out das cinco lojas anteriores.
Em 1985 Howard Shultz deixou a Starbucks para abrir o seu próprio negócio, desta vez implementando sua visão de café-bar. O interessante é o que os "cabeças" do Starbucks ajudaram nesse processo, participando da direção e mesmo investindo uma boa quantia neste novo empreendimento. Em agosto de 1987 o inesperado aconteceu: Shultz comprou a Starbucks Coffee Company.
A frente da II Giornale, Shultz estava alcançando vendas de $1.5 milhões anualmente através de três lojas, e a compra da Starbucks deu origem a Starbucks Corporation, então com 9 lojas. Com 34 anos, ele se tornou Presidente e CEO da Starbucks, com apenas 6 anos de experiência no negócio.
O que podemos aproveitar de tudo isso? Shultz inicialmente não tinha nenhum conhecimento sobre cafés finos e torrefação, mas ele conquistou isso pois viu um grande potencial a sua frente. Quantas vezes ele poderia ter desistido? Ele não foi aceito de primeira pelos sócios-fundadores, mesmo depois de fazer parte da direção, nem todas as suas idéias eram aceitas. E mesmo depois de abrir a sua empresa ele viu uma oportunidade de negócio arriscada mas o que seria do sucesso sem o risco, não é mesmo?
Gostei tanto de pesquisar sobre esta história que farei mais um artigo contando o processo de expansão da Starbucks, postarei em breve.
Espero que gostem! Até a próxima.
Fontes:
http://www.starbucks.com
http://www.mhhe.com/business/management/thompson/11e/case/starbucks.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Starbucks



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