30 janeiro, 2013
O dia que descobrimos que as certezas não existem
Tínhamos certeza de quando caíssemos e nos machucássemos, a nossa mãe nos cuidaria e aquela cicatriz fecharia.
Tínhamos certeza de que os amigos de escola, com quem tantas vezes corremos pela rua do colégio, envelheceriam ao mesmo passo que nós.
Tínhamos certeza que por mais longe que fôssemos, sempre íamos dar um jeito de dar um oi, perguntar como vai a vida, mesmo que com poucas palavras, o sentimento seria verdadeiro.
Tínhamos certeza que as verdadeiras amizades suportariam muitos dias nublados, e se fortaleceriam cada vez mais com o tempo.
Tínhamos certeza que nossos pais sempre iriam nos ver chegando em casa, e com um abraço apertado iriam dizer: Como você faz falta! Me visite mais vezes!
Tínhamos certeza que os amores e desamores da vida foram lições aprendidas, e cada um deixou um pouco de si no outro, e assim cada um compartilhou sua história e nos uniu ainda mais.
Tínhamos certeza que quando voltássemos a nossa cidade, depois de alguns anos de formados, encontraríamos os colegas de faculdade e perguntaríamos: O que andas fazendo? Saudades do nosso tempo...
Tínhamos certeza que teríamos tantas histórias grandiosas para contar aos nossos filhos, orgulhosos por fazer parte de uma terra onde as pessoas se importam com as outras mesmo sem saber seus nomes.
Tínhamos certeza que as coisas ruins seriam esquecidas, e que o tempo acalmaria os corações mais inconsoláveis.
Tínhamos certeza que podíamos nos divertir de vez em quando, afinal éramos jovens e felizes, tínhamos saúde, amigos e família que nos amavam, por que não comemorar?
Mas descobrimos que as certezas nunca existiram, elas foram quadros coloridos que nos pintaram enquanto crescíamos, e que nós precisávamos acreditar para ser quem somos.
Dizem que a única certeza que temos é a da morte, mas nós temos nossas dúvidas.
Nós tínhamos certeza que íamos morrer velhos, depois de ver nossos netos nascerem!
Dizem que Deus tem um plano melhor pra nós. Assim esperamos, pois nós queríamos ter feito tanta coisa, tanto mundo pela frente, tantos sorrisos, tantos abraços, tantas lágrimas.
Mas hoje podemos dizer que temos uma única certeza. Somos muito amados e amamos muitas pessoas e isso é o que realmente importa, é o que realmente não acaba no fim.
24 janeiro, 2013
Pra quem diz: Eu já sou velho para isso...
Hoje só vim aqui para contar sobre meu curso de francês.
Hoje completei duas semanas e posso dizer que está muito, muito produtivo.
Além de me familiarizar com este idioma, estou conhecendo pessoas dos mais diversos lugares.
Sri Lanka, Índia China, Rússia, Portugal, canadenses de outras províncias, é realmente enriquecedor conhecer um pouquinho de cada cultura.
Eu sou uma das mais jovens da sala, devem ter mais uns cinco na mesma faixa etária.
Mas o que mais me impressionou esses dias foi uma senhora chamada Livia.
Ela aparenta ter em torno de 70 a 80 anos, cabelo branquinho, gestos lentos.
Eu cheguei no último minuto e tinha um lugar vago ao lado dela.
A professora deu os comandos e começamos a fazer a atividade.
Então eu perguntei para aquela senhora de onde ela veio (em inglês) e ela respondeu: "Russia"!!!
Eu, interessada pois ainda não conhecia ningúem desse país, comecei a perguntar mais coisas, mas ela me interrompe: Je ne pas parle anglais... (em francês: eu não falo inglês)...
Então imagine... se para estudantes jovens que vem para cá falando um pouco de inglês, ou mesmo que nada, a facilidade é muito maior de compreender e interagir do que uma pessoa que viveu 70 e tantos anos falando apenas a sua língua materna, não é mesmo?
Mas a senhora Livia não fala inglês nem francês, está numa sala de aula com mais 25 pessoas, com uma professora falando francês na maior parte do tempo, e faz todas atividades, no seu ritmo, mas não vejo ela se sentir para trás ou com vergonha por estar ali. Pelo contrário, acho que ela é uma das mais interessadas em aprender. Provavelmente ela mora com a sua família aqui, então não existe uma obrigação enorme de aprender, ela deve estar fazendo isso por querer se adaptar a sua nova casa e sociedade.
Vim aqui contar isso porque achei um grande exemplo, para mim pelo menos.
Muitas pessoas não se adaptam aqui, eu li vários relatos de pessoas (imigrantes) que vão embora pelos mais diversos motivos, realmente é muito frio, os costumes são diferentes, as relações são mais frias, é assim mesmo, não é fácil você chegar em um lugar para viver e não se sentir a vontade para ser como você é.
As vezes penso que só o brasileiro que recebe bem pessoas de fora do nosso país ( nós somos bons nisso mesmo) mas tudo é questão de tempo. Estou aqui há sete meses, sinto saudades dos amigos e da família, mas estou vendo quantas coisas boas posso aprender, quantas pessoas legais estou conhecendo e todas oportunidades que vem pela frente.
Quantas vezes você ouve (ou diz): "eu nunca vou aprender a fazer x...", ou, "isso é muito difícil para mim"
Ou quantas vezes pensamos que aprender algo novo é tempo perdido.
Graças a Deus eu não faço parte desse time, ADORO aprender, confesso que as vezes sai um "que difícil isso", mas sigo em frente!
Portanto, quando uma oportunidade ou algo novo bater a sua porta, não se finja de morto, enfrente! Pare de reclamar e arregace as mangas! Tudo depende de para onde você está direcionando sua energia e foco!
Todo mundo quer viver melhor, mas fazendo sempre as mesmas coisas, IMPOSSIBLE!!
17 janeiro, 2013
Business mundo afora
Starbucks - A origem
Quem estuda ou trabalha sabe o que um bom café pode fazer por nós. Com aquele cheirinho que já nos deixa mais animados, uma xícara de café é algo sagrado na manhã de muitas pessoas.
Pensando globalmente, pode-se lembrar de uma empresa que aliou a experiência de um lugar confortável, onde se pode ter uma conversa entre amigos ou uma parada depois do trabalho com um café de qualidade. Estou falando da famosa Starbucks Coffee Company, a maior rede de cafeterias do mundo, que hoje conta com mais de 17.000 lojas em mais de 60 países.
Hoje vou expor apenas uma parte desta interessante história de sucesso, inaugurando meus posts semanais do Business mundo afora. Muitas coisas me chamaram a atenção, entre elas, como a Starbucks chegou ao lay-out de café-bar de hoje, que foi e é tão bem visto em diferentes culturas e influencia o estilo de tantos outros negócios.
Inicialmente, os fundadores escolheram o nome Starbucks inspirados pelo personagem "Starbuck", um homem do mar e amante de café presente no romance americano Moby Dick (mais um livro pra minha lista de desejos). Assim como o logo, é relacionado ao alto-mar e suas aventuras. O logo original apresentava uma sereia de duas caudas com os seios descobertos, que com o tempo foi mudando e hoje mostra apenas as pontas das caudas (fig. abaixo).![]() |
| Evolução do logo |
A história da Starbucks começou quando três acadêmicos, o professor de inglês Jerry Baldwin, o professor de história Zev Siegl o escritor Gordon Bowker decidiram transformar a paixão por cafés finos e chás exóticos em negócio, abrindo a primeira loja em Seattle, EUA, em 1971. Até então, o objetivo era vender cafés e chás importados e da mais alta qualidade. No primeiro ano eles adiquiriram conhecimentos sobre diferentes torrefações com um amigo especialista, até que abriram o próprio local para torrar grãos.
O negócio ia muito bem, mas a pessoa que traria a visão de expansão só viria em 1982, quando Howard Schultz entrou para o time como responsável pelo marketing da empresa. Não foi fácil para ele ser aceito como parte da direção e, depois de muitas idas e vindas, ele conquistou o respeito e foi aceito pelos fundadores. Howard percebeu que a experiência do cliente dentro da loja poderia ser melhorada, pois muitos não tinham qualquer conhecimento sobre cafés finos e os diferentes tipos de torrefação. Sendo assim, desenvolveu materiais informativos para facilitar este processo, treinou os funcionários para assegurar um atendimento agradável e conversava com os clientes para saber suas opiniões.
Em 1983, em uma viagem para Milão na Itália, Schultz se viu encantado e surpreendido pelo ambiente dos cafés italianos, um misto de confortável e familiar, onde os clientes eram saudados pelo nome, os baristas mantinham conversas alegres entre cada copo servido. Shultz, então, decidiu que queria recriar este clima de café-bar italiano, e seria este o grande diferencial Starbucks.
Na sua volta a Seattle, ele explicou suas idéias para os donos e mostrou as grandes possibilidades de sucesso. Porém o trio inicial não estava aberto a mudanças tão grandes e mesmo depois de ver uma loja experimental cheia de clientes e vendas, não aceitou mudar o lay-out das cinco lojas anteriores.
Em 1985 Howard Shultz deixou a Starbucks para abrir o seu próprio negócio, desta vez implementando sua visão de café-bar. O interessante é o que os "cabeças" do Starbucks ajudaram nesse processo, participando da direção e mesmo investindo uma boa quantia neste novo empreendimento. Em agosto de 1987 o inesperado aconteceu: Shultz comprou a Starbucks Coffee Company.
A frente da II Giornale, Shultz estava alcançando vendas de $1.5 milhões anualmente através de três lojas, e a compra da Starbucks deu origem a Starbucks Corporation, então com 9 lojas. Com 34 anos, ele se tornou Presidente e CEO da Starbucks, com apenas 6 anos de experiência no negócio.
O que podemos aproveitar de tudo isso? Shultz inicialmente não tinha nenhum conhecimento sobre cafés finos e torrefação, mas ele conquistou isso pois viu um grande potencial a sua frente. Quantas vezes ele poderia ter desistido? Ele não foi aceito de primeira pelos sócios-fundadores, mesmo depois de fazer parte da direção, nem todas as suas idéias eram aceitas. E mesmo depois de abrir a sua empresa ele viu uma oportunidade de negócio arriscada mas o que seria do sucesso sem o risco, não é mesmo?
Gostei tanto de pesquisar sobre esta história que farei mais um artigo contando o processo de expansão da Starbucks, postarei em breve.
Espero que gostem! Até a próxima.
Fontes:
http://www.starbucks.com
http://www.mhhe.com/business/management/thompson/11e/case/starbucks.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Starbucks
07 janeiro, 2013
Começando bem
Espero que todos estejam com a energia renovada como eu estou!
Hora perfeita de pôr os projetos em prática e dar um up na motivação para começar qualquer novo desafio.
Pois bem, não poderia ser diferente com este blog pelo qual tenho tanto carinho, e uma das minhas metas neste ano será postar pelo menos três dias por semana.
Semanalmente, um dos temas abordados será o Business. Estou retomando meus estudos e darei ênfase na Administração Estratégica. Por isso gostaria de compartilhar um pouco do que vou pesquisar aqui, com vocês. Mas se você está pensando que vou simplesmente Ctrl+C e Ctrl +P naquelas teorias que nos ajudam mas não resolvem (sério), está enganado amigo. Eu quero é realidade, prática!!
O foco será em grandes negócios que se tornaram tão rentáveis, tão "além do comum" que pensamos que a estratégia seguida foi alguma fórmula secreta do sucesso, o que estou certa que não existe.
As estratégias implementadas, os obstáculos que foram transpassados, os desafios conquistados, isto é que me interessa. Para quem é curioso (euzinha!) vai valer a pena. Sempre há algum ensinamento ou experiência que se encaixa em diversas situações pelas quais passamos, profissionalmente ou não.
O foco será em grandes negócios que se tornaram tão rentáveis, tão "além do comum" que pensamos que a estratégia seguida foi alguma fórmula secreta do sucesso, o que estou certa que não existe.
As estratégias implementadas, os obstáculos que foram transpassados, os desafios conquistados, isto é que me interessa. Para quem é curioso (euzinha!) vai valer a pena. Sempre há algum ensinamento ou experiência que se encaixa em diversas situações pelas quais passamos, profissionalmente ou não.
Portanto, aguardem! Além disso, seguirei postando sobre novidades e alguns dos meus momentos "Primeiras Impressões" destas terras geladas.
Pensamento de hoje:
"Na maioria das vezes, é a última chave do chaveiro que abre a porta. Não desista do que você quer só porque está complicado ou a solução não aparece! Insista, vá em frente e ponha sua energia nisso até conseguir... as vezes é o último vento que nos leva mais longe.
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